Experiente, Padre Pedro é o novo pároco da Paróquia São Bento

Transmitir a palavra de Deus e colocar a experiência a serviço do povo! Com 33 anos de sacerdócio, padre José Pedro Teixeira de Jesus, conhecido como padre Pedrinho, assumiu na manhã de domingo (10/02), como o novo pároco da Paróquia São Bento, durante missa presidida pelo bispo diocesano Dom Pedro Carlos Cipollini, no bairro Olímpico, em São Caetano do Sul.

O ato religioso foi concelebrado pelo coordenador da Região Pastoral – São Caetano, padre Luis Carlos Francisco, e pelo secretário episcopal, padre Camilo Gonçalves de Lima.

Padre Pedro sucede o padre Alexandre Costa Santos, que solicitou pedido para a realização de ano sabático.

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Diálogo e compromisso

Após o encerramento da solenidade de posse como pároco, padre Pedro conversou com a reportagem da Diocese de Santo André sobre as primeiras ações no retorno a paróquia.

“Em primeiro lugar espero encontrar o conselho pastoral, porque embora eu seja desta paróquia, não acompanhei sua trajetória pastoral. Então, eu não poderia afirmar que conheço os desafios dela. Mas quero junto deles perceber um pouco o que é próprio desta comunidade”, analisa o sacerdote.

Segundo o sacerdote, a Região Pastoral – São Caetano tem um desafio muito grande, uma vez que é um município com cerca de 160 mil habitantes e muitas paróquias (11), se comparado com outras cidades do Grande ABC.

“Então, facilmente a pessoa migra de um lugar para o outro e às vezes isso impede de formar comunidade. E sem uma comunidade é muito mais difícil ter um compromisso. A comunidade que nos ajuda a assumir um compromisso de fé. Mas o compromisso deles se torna um pouco mais pesado, dado que muitas vezes tem que assumir sem contar com uma comunidade”, avalia.

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Igreja participativa

O novo pastor avisa que sua principal marca como sacerdote sempre foi transmitir a palavra de Deus e não descarta a realização de debates sobre a relação entre fé e política, com a participação mais ativa da Igreja na sociedade.

“Se for necessário, sim. Uma das maiores caridades, um dos maiores gestos de amor é se ocupar das políticas públicas, como diz o Papa Francisco. Faz parte da missão do padre que procura construir o reino de Deus realizar esse tipo de ação”, emenda.

Padre José Pedro Teixeira de Jesus nasceu em 25 de setembro de 1956 (62 anos). É natural de Santo André. Sua ordenação presbiteral ocorreu no dia 8 de dezembro de 1985 (34 anos de sacerdócio), na Catedral Nossa Senhora do Carmo, no Centro da cidade andreense. Passou pelas paróquias Nossa Senhora de Fátima (Santo André), São José Operário (Santo André), onde permaneceu por mais de duas décadas e, recentemente, atuou como pároco da Igreja Matriz de Diadema (Paróquia Imaculada Conceição) desde novembro de 2015.

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Rito da posse

“Recebam o novo pároco, agradecendo a Deus pelo dom do sacerdócio. É um momento muito especial para a comunidade São Bento”. Com essas palavras, Dom Pedro iniciou a celebração, com a leitura da provisão de posse, seguida do recebimento do livro das sagradas escrituras, dos objetos entregues pelas pastorais e movimentos da comunidade: chaves da igreja e do sacrário, a jarra com água batismal e a estola roxa.

Antes de ser empossado como pároco, padre Pedro foi interrogado publicamente por Dom Pedro, a fim de manifestar a disposição de cooperar com o bispo, trabalhando em comunhão e cuidando com zelo da paróquia que está sendo entregue a ele.

Ao proferir o juramento de fidelidade, o novo pastor foi aplaudido pelos paroquianos locais e membros das caravanas da Paróquia São José Operário, de Santo André, e da Igreja Matriz de Diadema.

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Sacramento da presença

Em sua homilia, Dom Pedro citou a importância de o pároco sempre estar presente na vida das pessoas e envolvido no diálogo sobre o crescimento do pastoreio na comunidade. Segundo o bispo diocesano, a experiência de padre Pedro contribuirá para um ministério frutuoso na Paróquia São Bento.

“Portanto, o sacerdote, o pároco é um sacramento da presença de Cristo. Aí está a grandeza e a beleza, e também a responsabilidade da sua missão. Então, desta forma, o padre pode ser uma vela que se gasta, queimando a cada dia. Sim, uma vela que vai se queimando. Isso é sacrificado. Mas não tem outro modo de a vela iluminar. É assim que a luz se faz para muitas pessoas”, reflete.

“Traduzindo numas palavras bem conhecidas: É morrendo que se vive. Isso é na vida de todo cristão, e muito mais de um sacerdote. É nessa dinâmica pascal de morrer para si, a fim de que os outros tenham vida, que se manifesta a paternidade verdadeira que faz do pároco uma imagem sublime de Cristo, o bom pastor”, exemplifica o bispo diocesano.

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Fonte: https://diocesesa.org.br/