Jovens de Diadema relatam esforços e contam como conseguiram viabilizar viagem para a JMJ

Homenagem para a avó, emprego e presente da mãe: o sonho das irmãs concretizado na JMJ Panamá 2019

Daqui a uma semana começa a JMJ 2019 (Jornada Mundial da Juventude), que acontece entre os dias 22 e 27 de janeiro, na cidade do Panamá, capital panamenha, com a presença confirmada do Papa Francisco. E a delegação da Diocese de Santo André contará com cerca de 60 jovens no evento.

Únicas representantes da Igreja Matriz de Diadema (Paróquia Imaculada Conceição), as irmãs Tatiane Sousa – nutricionista de 30 anos – e Taís Luísa Sousa – estudante de 23 anos – realizarão o sonho de participarem do maior encontro da juventude católica no mundo graças à conquista de um emprego e uma “ajudinha” da mãe.

“No meu caso consegui um emprego e estou conseguindo juntar (dinheiro) mês a mês para pagar as últimas parcelas”, revela Tatiane.

“Ganhei de presente da minha mãe, senão eu não iria”, confidencia Taís.

“Para arcar com os custos fizemos um esforço e reduzimos os gastos no ano”, completa Tatiane, agradecida pela companhia da irmã na estadia em terras panamenhas.

“Sou muito agradecida pelo companheirismo da minha família”, frisa Taís.

A dupla chega à Cidade do Panamá no próximo domingo (20/01), às 6h40, e retorna a São Paulo no dia 29 de janeiro.

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Lembranças do Rio
Será a segunda vez que ambas integrarão a Jornada Mundial da Juventude. Elas relembram a experiência de integrarem a vigília com o Papa Francisco, na Praia de Copacabana, na JMJ Rio, em 2013, e projetam um encontro cheio de bênçãos e aprendizado.

“O que espero é mais graças do que consegui (na JMJ 2013). Se uma vigília encheu meu coração, agora ter uma semana inteira com orações com certeza vai trazer mais energia, mais paz e união para toda a comunidade”, sintetiza Taís.

“Nossa intenção é na próxima (Jornada Mundial da Juventude) é juntar mais jovens e crescermos na evangelização”, acrescenta Tatiane.

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Legado da vó
A vida pastoral das irmãs Tatiane e Taís começa na Zona da Mata de Minas Gerais, em Cataguases, município de 75 mil habitantes. De base católica, a família chega ao ABC na década de 1990, mais precisamente na cidade de Diadema, onde atuam na Igreja Matriz do município.

“Mas nossa caminhada religiosa começa desde o ventre de nossa mãe. E algo marcante que contribuiu muito para nossa participação na Igreja foi a homenagem que nossa avó recebeu em Cataguases, com a construção da Capela Santa Clara, no bairro (Santa Clara) que a minha família morava”, conta Tatiane.

“Com certeza será lembrada por nós em mais esse sonho que será realizado”, emenda Taís.

Reportagem e foto de Fábio Sales
Fonte:
https://diocesesa.org.br