“Quando Deus chama, nos apaixona”, diz Padre Alex, novo vigário da Imaculada

Nomeação ocorre após afastamento de padre Nivaldo Lenzi, já emérito e disponível para auxiliar outras paróquias da Diocese de Santo André

Redação – Pascom

Da cidade de Joaquim Nabuco, localizada a 96 quilômetros da capital pernambucana, Recife, para a Diocese de Santo André, no ABC Paulista. Este trajeto foi realizado aos 18 anos de idade pelo novo vigário da Imaculada Conceição, padre Alex Sérgio da Silva, nomeado no dia 29 de junho pelo bispo Dom Pedro Carlos Cipollini.

Aos 32 anos e com quase quatro de sacerdócio, comemorados em outubro, um dia antes da data de seu aniversário, ele brinca: “Tenho direito a duas festas, tá?”. Alex Sérgio é uma das figuras mais novas vistas na paróquia nos últimos anos. Veio substituir padre Nivaldo Lenzi de 79 anos que já está emérito e que atuava na Imaculada desde novembro de 2015. Em 4 de julho, padre Nivaldo foi liberado pela diocese para auxiliar outras comunidades quando solicitado.

Nascido em uma família de oito irmãos e “bastantes sobrinhos”, como ele mesmo diz, padre Alex tem pouco do nordeste aqui em São Paulo. “Tenho uma tia que mora em São Mateus e outra em Guararema, mas a maior parte da minha família está toda em Pernambuco.”

Com 1,86 de altura, mostra-se comunicativo e é notado até do fundo da igreja. Nas primeiras missas oficiais na Imaculada, realizadas na tarde e na noite de domingo, 22 de julho, ele passeava pelos corredores da matriz durante a homília e apresentava à comunidade o hábito de passar a mão na cabeça de quem estava sentado na assembleia, interagindo com os fiéis.

Ao final, recebeu um grupo animado para tirar fotos e distribuir abraços. As famílias e amigos vinham das paróquias Nossa Senhora do Paraíso, em Santo André, e Santa Rita de Cássia, em Diadema, por onde passou após a ordenação. Seu histórico também inclui a paróquia Santíssima Virgem, em São Bernardo do Campo, e a São Sebastião, em Rio Grande da Serra, onde encontrou “um povo muito amado”.

Nossa conversa foi rápida, durou cerca de dez minutos, mas foi suficiente para conhecer a trajetória e expectativa do sacerdote sobre a chegada à matriz. No final há ainda um vídeo com uma mensagem de boas-vindas para toda a comunidade.

 

Como foi sua iniciação na Igreja e a decisão por ser padre?
Sempre tive uma vida envolvida na Igreja, desde a minha infância. Porém, era aquela coisa: um pé na Igreja e outro no mundo. Mas Deus foi dando um jeito de ir cativando. Eu digo que quando Deus chama, Ele dá um jeito de convencer o nosso coração, porque Ele vai nos atraindo, nos apaixonando. Aos 17 anos, a vocação foi brotando no coração e fui buscando meios para discernir, para descobrir aquilo que era vontade de Deus. A princípio entrei numa comunidade religiosa, depois fiz o processo de transição para a Diocese de Santo André.

E a entrada no seminário?
Para mim, entrar no seminário foi um tempo de muita graça, porque é um tempo de descoberta de si e de descoberta de Deus. À medida que vou me descobrindo, vou descobrindo a vontade de Deus e me realizando, porque não há felicidade fora da vontade de Deus.

Como fez a escolha pela Milícia da Imaculada?
Por conta da devoção a Nossa Senhora. É belo hoje estar aqui, porque justamente a Milícia da Imaculada propaga a devoção a Imaculada Conceição. É uma graça de Deus estar nesta paróquia, porque tenho um amor muito grande por Nossa Senhora.

Há outra pastoral ou grupo que tem afinidade?
Acompanhei o movimento dos Jovens Sarados aqui no ABC e a Comunidade Católica Shalom. Sou amigo da comunidade, mas sou padre diocesano, então estou à disposição do bispo e para aquilo que o Senhor nos pede.

Quais são as diferenças entre a Imaculada e as outras paróquias por onde já passou?
Aqui tem bastante coisa [risadas]. Partilhando e conhecendo algumas dimensões, se vê uma paróquia pastoralmente bem ativa, muito viva, um povo muito engajado. Mãos à obra, porque percebo que há bastante coisa para fazer.

O que espera da Imaculada e o que pretende desenvolver na paróquia?
Ainda estamos conversando, mas o que pretendo encontrar é um povo sedento de Deus, que deseje ser santo. Já posso ver isso aqui.

Como lidar com a diferença de idade em relação ao padre Pedro e o que espera dele?
A graça de morar com um padre com mais tempo de sacerdócio e de idade é a graça de encontrar um irmão mais velho que me ajuda no caminho. Essa partilha de vida, de experiência, eu vejo como algo muito positivo na vida de um padre que está começando agora.

Você é muito ativo nas redes sociais. Como utilizá-las como ferramentas de participação da comunidade?
A gente precisa entrar nesses meios e começar a evangelizar a partir daí, não como um novo método, mas com aquilo que já existe. Nós temos Facebook, Instagram, Twitter, a página da paróquia. Acho super necessário entrar nessas plataformas porque há um campo vasto de evangelização. Nós precisamos acompanhar. A Igreja se atualiza quando entra nesses meios. Particularmente, uso muito o Instagram. Vocês vão ver, de vez em quando, eu postando vídeos, fazendo transmissões ao vivo, partilhando a Palavra de Deus, fazendo besteira, coisas engraçadas, porque eu gosto desse meio e acho carente da presença de cristãos católicos.